Hoje, Dia Mundial em Memória das Vítimas das Estradas, é também dia de repensar na segurança na estrada. Podem as minhas palavras não surtir efeito algum já que vozes com maior alcançe também não conseguem. Mas, olho às minhas "credenciais" enquanto condutor, cidadão e pai. Alguém me fez recentemente uma observação que nem eu imaginava. Ao olhar para a minha carta de condução admirou-se de já ter a mesma há 33 anos. Havia concluído 33 anos de carta, na véspera e, nem me tinha apercebido. Também não seria própriamente um aniversário para celebrar. Mas, fiz uma retrospectiva na minha vida e, reparei que, em todo este tempo, nunca tive um acidente. Multas, poucas, 4 ou 5, por estacionamento considerado indevido. Indevido porque em infracção ao código da estrada mas que, se fossem aplicadas as regras de bom senso, provávelmente só uma delas seria realmente justificada. Mas, paguei-as todas já que estar a contrapôr e a levantar processos seria demorado, custoso e provávelmente daria em nada. Excessos de velocidade, nunca. Não que nunca tivesse excedido os limites de velocidade mas porque as vezes a que tal fui obrigado, e leia-se obrigado porque estava em causa a minha segurança e de quem viajava comigo, mas dizia eu, nessas poucas vezes não tive o azar de ser apanhado por algum agente ou radar. Mas o princípio é sempre de circular a uma velocidade que me permita defender de qualquer incidente ou acidente, respeitando os limites impostos por lei. Mas falava eu em credenciais. Não bebo por sistema e, se prevejo ter de viajar, então, água ou sumos e, claro, o indispensável café. Conversas enquanto se conduz, apenas com o passageiro do lado e, muitas das vezes, sem fazer grandes conversas que possam distrair. Rádio, (quando funciona), com música baixa e..., janela sempre aberta. Todos os sentidos aplicados na estrada e em calcular as manobras que outros condutores possam fazer. Enfim, posso afirmar que aplico o que se chama uma condução defensiva.
Poder-se-ia dizer que não devo ter conduzido muito.
Engana-se quem assim pensa. Milhares e milhares de quilómetros, muitos carros e carrinhas que me passaram pelas mãos, muitas estradas percorridas de norte a sul deste país. Quantas vezes me pediam para ser o condutor de determinada viatura, tal a confiança depositada em mim pelas pessoas que eu tinha de transportar.
Hoje, condutor de carros e de motas, continuo sem acidentes. Zero absoluto! Quantos milhares de euros já deixei de lucro às seguradoras sendo que só aqui na casa são 3 os seguros de viaturas e aproxima-se um quarto. Mas também nunca me magoei, tirando a queda de mota mas foi isso mesmo, uma queda sem consequências, nem nunca provoquei algum acidente. Porém, e isto pode ser importante, já evitei alguns ou ser envolvido em alguns só pelo facto de estar sempre a prever as condutas de condutores que circulam à nossa beira.

Agora, pai de 2 jovens encartados, faço-lhes chegar sempre as minhas preocupações. Conduzam sim mas, em segurança. A deles e a dos outros. Nunca saem de casa sem que eu lhes peça para terem cuidado e me comunicarem se chegaram bem ao seu destino. Preocupações de pai que, até hoje, eles, com mais ou menos acerto, têm levado em consideração. Apraz-me ver que lhes fiz chegar os conceitos de civismo a conduzir, de cautela e de muita preocupação com a segurança.
Contudo, nunca estaremos completamente imunes a ter um acidente, provocado por situações não possíveis de controlar ou até por condutores menos cuidadosos.
E hoje, neste dia, após um documentário na televisão, em que o sofrimento de alguém, em que as lágrimas traduziam o sofrimento de uma mãe que perdeu a filha, de uma filha que perdeu o pai, e outros, carregados daquele pesar de quem perde alguém estúpidamente, eu fiquei sofrido, magoado, porque, por mais que se fale, se diga, se peça, continua a haver muita indisciplina na estrada. É uma questão de educação e princípios que não altera por mais que ponham radares e multas.
Só posso tentar educar os meus filhos. Aos outros não. Mas posso, mesmo falando baixinho, mesmo que a minha voz mal seja ouvida, posso pedir apenas uma coisa simples, a todos claro:
"Por favor, por vós e pelos outros, conduzam em segurança.
É tão simples."
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